Mamoplastia
Rinoplastia
Lipoaspiração e Lipoescultura
Otoplastia
Blefaroplastia
Anti-Rugas e Aumento dos Lábios
Drenagem Linfática

Otoplastia (Correção da Orelha em Abano)

 

A orelha em abano é a deformidade mais freqüentemente encontrada entre os portadores de malformações desse órgão. Em alguns casos a orelha não se desenvolve por completo, havendo casos mais raros de ausência total da orelha (agenesia auricular total ). A Cirurgia Plástica dispõe de técnicas, que permitem a correção da orelha em abano ou otoplastia estética, com o objetivo de permitir que o paciente apresente orelhas com aspecto normal e sem cicatrizes visíveis.

Na maioria das vezes a orelha em abano é uma defeito do desenvolvimento em que uma falha na dobra da cartilagem auricular impede que a mesma assuma posição normal, próxima ao crânio, provavelmente devida à fraqueza dos músculos da orelha.

Fator Hereditário
Parece haver um fator hereditário que condiciona tal situação. A orelha em abano poderia ser também um defeito adquirido. Os bebês com poucas semanas de vida, se permanecerem deitados de lado, com a orelha para a frente, poderão apresentar o problema, segundo o Medical Genetics-Birth Defects Center do Cedars-Sinai Medical Center de Los Angeles, California, Estados Unidos. Segundo ele, o uso de uma touca elástica no primeiro ano de vida poderia evitar a deformidade.

A Intervenção Cirúrgica
A cirurgia é feita por uma incisão atrás da orelha, expondo-se a cartilagem, na qual são dados pontos, levando-a para sua posição normal. Quando necessário, um pequeno fuso de pele em excesso é também retirado. Às vezes são necessários pequenos cortes na cartilagem para melhor moldar a orelha. Os meninos geralmente sofrem mais que as meninas com o problema. Estas, por apresentarem cabelo comprido, conseguem disfarçar melhor a deformidade.

Muitas crianças vítimas de chacotas e apelidos maldosos por apresentarem orelha em abano, chegam a apresentar sérios distúrbios de comportamento a ponto de abandonarem a escola. Para evitar que o problema se agrave, a cirurgia está indicada a partir dos 6 anos de idade, época em que a orelha apresenta características da orelha adulta.

A anestesia de escolha é a geral, podendo ser utilizada a local com sedação em crianças maiores, desde que as mesmas sejam bem informadas e cooperativas. Nos adultos utiliza-se apenas a local, com ou sem sedação. O uso de um creme anestésico aplicado no local 40 minutos antes da cirurgia elimina por completo a dor da injeção. No pós-operatório os meninos são estimulados a usar uma faixa de tenista na cabeça, cobrindo as orelhas por 3 semanas, até que se forme uma cicatriz interna capaz de manter a orelha na sua nova posição. Para as meninas é recomendada uma faixa de bailarina.

 

Questões Importantes

A CIRURGIA DA ORELHA EM ABANO DEIXA CICATRIZ?
A cicatriz desta cirurgia é praticamente invisível, por localizar-se atrás da orelha, no sulco formado por esta e o crânio. Além do mais, como se trata de região de pele muito fina, a própria cicatriz tende a ficar "quase imperceptivel".

QUAL O TIPO DE ANESTESIA?
Crianças: geralmente, anestesia geral.
Adultos: anestesia local (ou a critério).

HÁ PERIGO NESTA OPERAÇÃO?
O perigo não é maior ou menor que aquele de se viajar de automóvel, avião ou mesmo o simples atravessar de uma rua. São riscos do quotidiano, os quais estamos acostumados a enfrentar.

HÁ DOR NO PÓS-OPERATÓRIO?
Geralmente não. Quando houver a intercorrência de discreta dor, poderemos combatê-la com analgésicos comuns.

COMO É O CURATIVO?
Nos primeiros dias, geralmente usa-s o que costumamos chamar de "capacete", em seguida, retiramos e utilizamos apenasuma faixa do tipo "tenista" ou "bailarina", a fim de evitar traumatismos locais.

EM QUANTO TEMPO SE ATINGIRÁ O RESULTADO DEFINITIVO?
Assim que se retira o curativo já teremos em torno de 80 % do resultado almejado. Após 12 semanas, o resultado será definitivo.

NÃO HÁ O RISCO DE "VOLTAR O PROBLEMA DO ABANO" APÓS A CIRURGIA?
Desde que devidamente conduzida a cirurgia, o resultado será definitivo. No entanto, existe uma pequena porcentagem dos casos em que pode ocorrer a recidiva do abano. Convém salientar que uma leve assimetria sempre ficará, pois, mesmo as pessoas não operadas e que tenham orelhas normais, não apresentam simetria absoluta.